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	DGAPP em missão sensibilização das mulheres vendedeiras de peixes e pescadores sobre as boas práticas de manipulação, conservação e comercialização do pescado em  Bubaque, Buba, Bolama e Cachéu </p>

DGAPP em missão sensibilização das mulheres vendedeiras de peixes e pescadores sobre as boas práticas de manipulação, conservação e comercialização do pescado em  Bubaque, Buba, Bolama e Cachéu 


01 Ago 2022

A Direcção Geral de Administração de Portos de Pesca, DGAPP promoveu de entre 29 a 31 de Julho de 2022, seminário de formação e sensibilização das mulheres vendedeiras do peixe, pescadores e autoridades locais (Bubaque, Buba, Bolama e Cachéu) sobre as boas práticas de manipulação, conservação e comercialização do pescado.

 

O acto inscreve-se no quadro de cumprimento das actividades programadas da DGAPP no âmbito do acordo de pescas entre o Governo de Guiné-Bissau e União Europeia.

 

O Director Técnico Operativo da DGAPP fez o enquadramento técnico aos seminaristas sobre os objectivos deste encontro que, visava a consciencialização de todos actores envolvidos na fileira pesca (os pecadores, vendedeiras do pescado e autoridades locais) sobre importância de boas práticas no processo da manipulação, transporte e conservação de pescado. Afirmando que, caso estas práticas forem observadas desde a fase de captura, descarrega, transporte, a higienização e venda, estes actores estarão a contribuir na melhoria de consumo de qualidade do produto de pesca.

 

Mário Detna Intungue falou aos seminaristas sobre a importância da higienização das mãos, utilização de produto anticéptico para desenfeitar locais de vendas, as mãos, as roupas/aventais durante a comercialização do pescado no sentido de minimizar a contaminação dos pescados.

 

Director Técnico Operativo da DGAPP apelou os pescadores que, mantenham sempre as suas embarcações limpas e que no momento de transporte que usem as caixas isotérmicas como forma de garantir a temperatura adequada aos pescados, acrescentado que a melhor forma de conservação do pescado nas pirogas seria de 1,5kg de gelo por cada 1kg de pesado.

 

Presidente de Associação dos Pescadores de Bubaque, aproveitou a ocasião para lamentar sobre a situação dos seus associados, relativamente a interdição da prática da pescaria nas zonas protegidas, apreensão das suas pirogas por parte das autoridades marítimas portuárias que, na sua opinião, muitas das vezes gera a escassez do pescado no mercado local e em Bissau.

 

Pedro Luís Pereira denunciou sobre as práticas discriminatórias das autoridades marítimas contra os pescadores nacionais em detrimento dos pescadores estrangeiros no diz respeito ao acesso livre as pirogas estrangeiras as zonas ditas reservadas. "Essas pirogas estrangeiras vêm directamente comercializar o pescado em Bissau, o que obviamente gera a escassez do pescado no mercado de Bubaque…. PESCARTE agora não dispõe de uma casa de hóspedes e, neste momento foi apropriada pela Agentes de Guarda-costeira", acrescentou, o Presidente de Associação dos Pescadores de Bubaque.

 

Outras preocupações forma levantadas por Pedro Luís Pereira, tinham a ver com a necessidade de reabilitar o antigo porto de pesca (pescarte), construído pelos suecos, que actualmente encontra-se em avançado estado de degradação, falta de apoios do Governo, sobretudo a subvenção dos pescadores artesanais para aquisição dos materiais de pesca.

 

Lina de Pina, vendedeira de peixe em Bubaque falou da situação do mercado do peixe fresco que neste momento encontra-se numa situação deplorável, não dispõe de furo de água, de mesas suficientes o que são umas das condições indispensáveis para a higienização do mercado e tratamento e comercialização do pescado.

 

Entretanto, já em Buba, o Secretário de Comité de Estado de Buba, Sidónio S. A. Bary, enalteceu a importância do seminário, pediu aos participantes que assimilassem bem os conteúdos programados para que sirvam deles como o instrumento de trabalho e, que coloquem em prática todos os conhecimentos adquiridos.

 

Director Técnico Operativo da DGAPP na qualidade de Orador disse que, esta acção de capacitação enquadra-se no âmbito das preocupações do Ministério das Pescas em relação à certificação do laboratório de CIPA/INIPO, não obstante, o país ainda não despõem de algumas condições exigidas pela União Europeia a fim de poder iniciar a certificação e exportação dos pescados para mercado europeu, trazendo benefícios para economia do país.

 

Mário Detna Intungue disse esperar que, esta formação irá contribuir na mudança de mentalidades e de comportamentos dos pescadores e vendedeiras de peixes, apelando que sejam multiplicadores de mensagens junto às comunidades locais. Os participantes no encontro mostraram satisfeitos, Mamadú Dja Camara, disse que esta acção de formação reveste de grande importância sobre tudo os conteúdos abordados e a forma como correu o debate sobre as boas práticas de higienização, manipulação conservação e comercialização de pescado.

 

Mariama Bá que falou em nome das mulheres vendedeiras de peixes, agradeceu, aprestando algumas dificuldades de ordem financeira para aquisição dos pescados junto de pescadores e falta de transporte isotérmicas para a logística seguro de pescado para outras tabancas arredor de Buba. Para o efeito, pediu apoio do governo no sentido criação de um caixa de crédito e poupança como forma de potencializar as vendedeiras e pescadores nas suas actividades.

 

Na mesma senda, esta acção de capacitação teve lugar em Bolama visando formar e consciencializar os pescadores e as vendedeiras de pescado da importância de Higienização no processo de captura, descarga, transporte e venda dos produtos de mar. Director Administrativo do Centro de Formação de Pescadores de Bolama, Madana Na M´Bana, mostrou-se satisfeito pelos temas e conteúdos abordados durante o encontro considerou-o de mais-valia aos operadores no sector da pesca.

 

Os seminaristas, António Gomes Cá, Maria Cá, Cadi Dabo e Victor Mendes afirmaram que, esta formação serviu para minimizar as más práticas ligadas a higienização corporal e do pescado, aproveitaram a ocasião para apresentar as dificuldades, relativas a escassez de peixes em Bolama, motivada pelas elevadas temperaturas verificadas, sobretudo nos meses de Maio e Junho, a necessidade de instalação de postos de venda dos materiais de pesca à um preço acessível e dificuldades e obstáculos no processo de conservação do pescado devido a avaria de fábrica.

 

Por fim, o Delegado Regional de Pesca de Região de Bolama Bijagós, agradeceu aos seminaristas pela paciência que tiveram e em assimilarem os conteúdos ministrados durante a formação. Disse esperar que, haverá mudanças significativas de comportamentos e atitudes dos pescadores e vendedeiras de peixes.

 

Mário Gomes apelou a DGAPP no sentido de confeccionar as mesas de venda peixes para os pescadores e mulheres vendedeiras de peixes junto ao porto de Bolama como forma de diminuir riscos de contaminação dos pescados.

 

Entretanto, de recordar que teve como a tónica principal sobre a problemática da higienização e a sanidade do produto pesqueiro, desde a captura, transporte e conservação constituem boas práticas de manipulação e logística do pescado, segundo as recomendações da União Europeia, são susceptíveis de viabilizar o escoamento de produtos de pesca para o mercado europeu.



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